segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Dublin em mais uma semana...

Outra semana em Dublin. E se essa semana foi menos corrida que a passada, já que, graças a Deus, já tinhamos um teto garantido, não foi menos cheia de contratempos.

No domingo, dia 8, ainda saimos pra conhecer uma parte da cidade. Andamos pra o norte da cidade e depois pra a região portuária de Dublin. Andamos até o Croke Park Stadium, onde ocorria um jogo de hurling, que aliás é bem popular aqui em Dublin, e depois passamos pelo Aviva Stadium, estádio onde na terça-feira dessa mesma semana, a seleção de futebol da irlanda jogaria um amistoso contra os hermanos argentinos. Pensamos em ir, se não fossem os 40 euros que teríamos que desembolsar pelos ingressos.

Ainda passamos pela constrangedora situação de, graças ao arranhado sotaque irish, confundir "fourteen" com "fourty", e quase comprar 5 ingressos.

Depois dessa verdadeira peregrinação, incluindo uma vista ao O2 Theatre, voltamos a nossa harmônica e não tão organizada residência. E se, à primeira vista, nosso querido e amado apartamento era tudo que precisávamos, descobrimos, na primeira semana morando aqui. Que nem tudo são flores.

Estamos morando na Phibibsborough Road, em Bective Square, Dublin 7. Ou seja, ao norte do Rio Liffey, a menos de 20 minutos da O'Connell Street - principal avendida da cidade. O apartamento é grande, mobiliado, e relativamente bem localizado, tem três quartos, dois doubles e um single, mas apenas um único banheiro. Além disso, estamos localizados a poucos metros do corpo de bombeiros. Que, diga-se, Dublin deve ser a cidade mais incendiária da europa, ou quem sabe, a cidade onde o maior número de gatinhos de velhinhas irlandesas ficam presos em árvores, porque, putaqueopariu, esses caras trabalham - e de quebra fazem barulho - a noite toda.

Soma-se o fato de termos um único e solitário banheiro e da nossa localização não muito privilegiada próxima aos bombeiros, um detalhe da casa nos rendeu momentos de emoção: a fechadura do banheiro do não funciona, ou talvez funcione bem demais - ela fecha, mas nem sempre abre. Descobri isso na prática, passando mais de 40 minutos preso no banheiro.

Certa noite discutiamos em nossa confortável sala de estar, que talvez também seja a cozinha e a sala de jantar, sobre sair ou não a noite. Como a decisão de ficar em casa não era unânime. Em meio ao debate, defendi "vou só no banheiro rapidinho, e a gente sai, fechou.". De fato, fechou, a porta do banheiro, e não abriu mais.

No início era só felicidade - pra alguns. Rodolfo, com a câmera na mão, se divertia. "Bora Marquinhos, tu não vai não é?", "O que é que ta havendo broder? Desista não, persista". Todos, assim como eu, acreditando que, cedo ou tarde, a porta simplesmente abriria.

Depois de muitas tentativas, e algumas frases como "Vamo lá pro Temple Bar, falou Marquinhos" e "Vamo lá galera, todo mundo dando tchau pra Marquinhos", e depois de mais algumas tentativas, todo mundo começou a perceber que a porta, de fato, não ia mais abrir. A essa altura, já se passava das 22 horas e a possibilidade de dormir pelo banheiro mesmo tornava-se cada vez concreta, já que, a essa hora da noite, não conseguiriamos encontrar um chaveiro em Dublin.

As piadinhas se transformaram em fudeu. Até que, depois de muitas outras tentativas, Nato utilizando toda potencialidade do seus cortéx cerebral, bolou um plano, leia-se que, ao mesmo tempo que ousado, perspicaz: cavar um buraco na porta, passar a chave por esse buraco, e, pelo outro lado, abrir a porta.

Primeiro, com a faca do pão, Renato raspou a porta no canto inferior direito, e depois disso, conseguiu me passar a lâmina de outra faca.

Enquanto eu, Nato e Breno trabalhavamos pra me libertar do cárcere sanitário, Rodolfo, incorporando o papel de Datena, se divertia com a câmera repetindo clichês como "momentos de tensão" e "é agoooooora pessoal".

Depois de muito esforço, conseguimos passar a chave por debaixo da porta e, enfim, abrir a porta. (Segue um video com alguns momentos - incluindo a felicidade da libertação).



 



No meio dessa semana, entre correrias para resolver como colocar internet no apartamento e pra questões do visto no banco e etc, ainda ficamos amigos de um francês de Bourdeux, Aymeric, em uma festa.


No sábado, fizemos uma faxina geral no apê, a qual, no meio dela, ainda recebemos um inesperada visita do nosso troglotida amigo irish, Sean, e depois nos encontramos com Aymeric, no TESCO, pra comprar algumas cervejas e, mais tarde, ir ao Temple Bar. E hoje, no domingo, dia 15, ainda fomos ao maior parque murado da Europa, o Phoenix Park, aqui em Dublin.





(ainda estamos sem internet em casa, provavelmente por durante mais uns 10 dias)

6 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. kkkkkkkkkkkkk
    tadinho de marquinhos
    uaihuaihauihaa

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  3. Caramba eu ri horrores....
    Eu já fiquei presa no banheiro também....
    Sei como é isso...

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  4. kkkkkkkkkk coitado de Marquinhos! deve ter ficado maluco com vcs tirando onda dele rsrsrs eu imagino a cara dele quando conseguiu sair do banheiro...

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  5. Meu amigo.... Eu ri demais com o video... O bom é q eu tava vendo com Tia Ivonete e ela torcendo pela libertação de Marquinhos aqui!

    Um bjo Dolfo!!!!

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  6. Nato,Eu seu pai e Jr rimos muito desse video... pense na gargalhada que demos aqui com a cara de felicidade de Marquinhos ao sair do banheiro!e de vcs tbm e imaginando Renato gritando fechem a porta do banheiro p....que mal cheiro... rsrsrsrsr

    Um bjo em Todos!! Saudades...

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