Chegamos em Dublin na sexta-feira passada (dia 30), a exatamente uma semana atrás, as 16h de uma tarde não muito ensolarada na capital irlandesa. A viagem foi de veras cansativa. Além das horas de espera no(s) aeroporto(s), as horas voando nos deixou acabados.
Chegamos no aeroporto, e fomos pra tão temidamente aguardada passagem pela alfândega, ninguém sem saber exatamente como seria aqui em Dublin. Depois de separados os que possuem o não muito valorizado passaporte da mercosul dos "ilustres" cidadão europeus, fomos obrigados a passar pela policia de imigração.
Nos quatros fomos atendidos pelo mesmo oficial. Um senhor em seus 50 e tantos anos, uma cara tipicamente irlandesa, com as buchechas rosadas e o cabelo "arruivado". Ele não era antipático, mas também nem de longe era simpático. Me perguntou secamente o que eu vim fazer em Dublin, e o que eu fazia no Brasil.
Depois de fotografado e cadastrado, tive o passaporte carimbado e foi me dada a permissão de entrar em terras irlandesas. Ainda bem que com os maços de cigarro que eu trouxe pra vender.
Depois de esperar pelos "bróds" do lado de fora, no reunimos, já com as malas, em frente ao balcão de informações do aeroporto, onde descobrimos, meio que por acaso, que o passaporte de Nato não tinha sido carimbado. E depois de algum tempo entre, pedir informação sobre o que fazer, esperar...esperar...esperar... e ligar pra policia de imigração, conseguimos resolver esse impecilho, enfim, seguir com destino ao Castle Hotel, na Great Denmark Street.
Ainda no aeroporto, descobrimos três formas de chegar ao hotel: o aircoach, por 6 pratas, um transfer de uma brasileira que acabávamos de conhecer, por 7 pratas, ou um onibus urbano, por 2,20 que nos renderia uma caminhada e alguns euros a mais na carteira. Nos despedimos de Breno, que foi com Nuala pra Malahide e ficamos com a terceira opção. Algum tempo depois chegamos no Hotel.
Fomos atendidos por um gaúcho, André, que nos explicou que na verdade não ficariamos no hotel, e sim em um albergue a alguns metros do hotel, um alojamento chamado STUDENTSHOMES.EU na Dorset Street. No alojamento ficariamos em 2 quartos duplos e dividiramos um cozinha comunitária com os outros 'hóspedes'.
Comemos um kebab, em uma kebaberia ao lado do alojamento, tomamos um banho, deixamos as coisas nos quartos e saímos pra conhecer a cidade.
Dublin é uma cidade de médio porte cortado por um rio, o Liffey, que divide a cidade em duas grandes porções, uma ao norte e outra ao sul do rio. Além da divisão geográfica, Dublin é dividida por distritos. Os distritos de número par, ficam ao sul do rio, os impares, ao norte. Nosso albergue ficava em Dublin 7. Dublin 1 e 2 correspondem ao centro da cidade e aonde estão os pontos mais famosos da capital irlandesa, entre eles, uma região conhecida como "Temple Bar". Pra onde fomos nas três primeiras noites na cidade.
O Temple Bar é uma espécie de bairro SÓ de pubs e boates. São dezenas, lotando as ruas de luzes e pessoas, em sua maioria embreagadas. Não tão sexual quanto a Red Light District, em Amsterdã, o Temple Bar ganha no clima de bohemio do bairro. A felicidade só não é maior por causa do preço.
Apesar de em 99% dos pubs e boates a entrada ser franca, bebida é realmente caro. Um pint(copo com 500ml de cerveja) não sai por menos de 5 euros.
A nossa primeira semana em Dublin foi marcada pelas noites no Temple Bar e os dias de correria em busca de um apartamento pra alugar, já que nossa reserva no alojamento acabava no dia 06/08 e prolongar o dias lá custaria dezenas de euros não previstos.
Passamos uma semana com o medo constante de ser despejados. No meio desses dias, ainda saímos um dia com um amigo de Rodolfo que mora a dois anos em Dublin, Tiago, que mostrou alguns outros pontos da cidade e nos deu várias dicas, e com uns amigos que moram Bremen, na Alemanha, que vieram passar o fim de semana em Dublin.
O tempo foi passando e a lista de apartamentos pra alugar ficava a cada dia mais repleta de "X's". Foi quando, através de uma brasileira que eu não lembro nem como conhecemos, conseguimos marcar de conversar com um corretor de Dublin que teria a solução pra nossos problemas, o porralouca do Sean. Um coroa de uns 45 anos, tipicamente irish, com mais de 1,90 m, que a cada 5 palavras 3 eram fuck e que, sempre estava extremamente apressado.
Nos encontramos com Sean na O'Coneel Street, em Pub, e de lá, ele nos levou em seu Fiesta 1990 pra um apartamento na Phibisboro Road, em Dublin 7, a uns 25 minutos a pé do centro de Dublin. E nos mostrou o apartamento de onde hoje escrevo.
O apartamento é grande, espaçoso e relativamente bem localizado. Tem três quartos, dois de casal e um single, além de um sala ampla e uma cozinha completa. Ideal pra o nosso caso. Negociamos o valor do aluguel com Sean e fechamos negócio. Pagamos 200 euros de sinal, e acertamos que no dia seguinte, pagariamos o aluguel do primeiro mês e um deposito no mesmo valor. Nos encontrariamos no dia seguinte no alojamento.
Dito e feito. Voltamos pro alojamento, nos encontramos com Bambie, Luan, Flavinho pra tomar algumas cervejas, e no outro dia às 11h da manhã, Sean estava no alojamento. Entramos no carro dele e dessa vez, no meio do caminho ele parou na O´Connel.
Ao estacionar o carro em um local proibido perguntou se algum de nós sabia dirigir. Após ouvir um sim, desceu rapidamente do carro dizendo "se chegar alguém, saiam dirigindo o carro, deem uma volta no quarteirão, e estacionem aqui denovo. Um de vocês venha comigo.." e saiu do carro.
Apesar de todo mundo ter ficado meio desconfiado foi o que aconteceu. Rodriguinho passou pro banco da frente e eu fui com ele comprar um microondas em um shopping.
No shopping, depois de ter visto ele apresadamente se estressar com a demora do atendente na Argos, comprei com ele um microondas e uma cafeteira. Quando voltamos, o carro estava estacionado no mesmo local. Não sabia eu, o que tinha acontecido.
Assim que entrei no carro, Rodriguinho, Nato e Dolfo, eufóricos, contavam e riam do que tinha acontecido. Um vigilante veio multar o carro e, antes que ele chegasse, Rodriguinho saiu com o carro, andou ALGUNS quarteiros. Depois de ter "dado um volta" em Dublin no carro de Sean, ainda pegou uma contramão e estacionou o carro no mesmo local.
Só Sean não entendeu o que tinha acontecido.
Fomos pra o apartamento, deixamos algumas coisas, pegamos as chaves e fomos pro alojamento almoçar, agora assim, aliviados, com a certeza que, se desse tudo errado, teriamos ao menos um teto pra nos abrigar.
Nos encontramos com Breno, que já veio de mudança de Malahide pra dormir no apê, almoçamos e combinamos passar a noite fazendo um faxina no apartamento, que estava imundo.
Chegamos no apartamento já tarde, dividimos na sorte os quartos. Eu e dolfo em um quarto, Nato e rodriguinho em outro e Breno em seu single, frio e solitário. Fizemos uma espécie de "reconhecimento". Como a água não estava quente, começamos a procurar onde ligava o aquecedor, foi quando Breno apertou um botão vermelho, que depois descobrimos que se chamava "Panic Button". Esse dia, no caso essa noite, vai merecer outros post.
Depois da noite do Panic Button, conseguimos, no outro dia fazer a faxina e, definitavamente, já que também não tinhamos outra opção - já era dia 06, dia do despejo, fazer uma puta faxina e nos acomodarmos no nosso apê.
Hoje é dia 08 de agosto, nosso terceiro dia no apê, depois de duas noites. Ontem fizemos um "cardápio" e a feira da semana. Quando der, coloco as fotos dessa semana.
HSUIUHSHIUUHSH, a parte da contra-mão deve ter sido hilária, depois quero ler a noite do panic buton, não deixem de escrever!
ResponderExcluirabração
Não esqueça de escrever os dias que estão faltando! Beijos para todos.
ResponderExcluiraeiuhauihauhaeiuh
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